No "Céu" Essas 'novas' cantoras do Brasil não param de surpreender. E 2009 tá muito bom pra elas - e pra mim obviamente. Depois de Mariana Aydar é a vez de Céu ocupar insistentemente o meu player. Que beleza o seu "Vagarosa"! A paulista mais jamaicana do mundo abre o disco com o cavaquinho de Rodrigo Campos, para o muxoxo dos que já não aguentam mais a tendência "novas cantoras brazucas que cantam samba". Eu não tenho nada contra, mas Céu é de fato bem diferente e "Sobre o amor e seu trabalho silencioso" não passa de uma introdução classuda e, digamos, provocativa, para o delicioso reggae "Cangote" que vem a seguir. Logo eu, que não sou muito chegado no ritmo de Bob Marley, estou aqui me desmanchando de amores pela sonoridade de Céu. Talvez porque a música dela não se encerre nesse ou naquele ritmo. Dub, samba, soul, jazz e até hip hop também interessam à cantora e isso faz toda diferença. Gostei especialmente de quatro músicas do cd: "Bubuia" (que tem a luxuosa participação de Thalma de Freitas - como canta bem essa moça!), "Papa" (quase um jazz), "Ponteiro" (prestem bem atenção nas fantásticas divisões que Céu adota nessa balada) e "Espaçonave", vibe que fecha o disco em alta, aos préstimos da guitarra de Beto Villares, sob a benção de Jimi Hendrix e Tim Maia. Ei, Roberta e Rafael: "Sonâmbulo" é a cara de vocês!
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