Jeca como a gente, Diogo Mainardi festeja Edna O’Brien

 

Chico Buarque vai ter que se penitenciar até a morte pelo atrevimento de escrever romances. Se tanto, cantores populares, sobretudo brasileiros, devem se restringir a ofícios menos nobres. Assim pensam as autoridades intelectuais do mundo civilizado.

Diogo Mainardi, o procurador supremo de Pindorama, crítico-mor de todos nossos vícios, já mandou Chico enfiar a viola, digo, o notebook no saco. A partir dos comentários de Edna O’Brien, “festejada” escritora irlandesa que participou da última Flip, o prodígio da Veja sentenciou: Buarque é uma fraude e não tem qualquer conhecimento literário.

Para o filho de seu Enio, a repulsiva natureza do brasileiro – primitiva, burra, bajulatória e festiva – mais uma vez foi desmascarada por um estrangeiro.

De fato, em sua curta passagem pelo país, a perspicaz O’Brien teve experiências antropológicas reveladoras. Viu Chico palestrar e logo inferiu a nossa farsa intelectual. Jantou com Diogo Mainardi e percebeu o quanto podemos ser puxa-sacos.

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