"Deus é quentinho"
Autor: Bispa Sônia Hernandes
Buscar na Web "Bispa Sônia Hernandes"
Bordão de uma das fundadoras da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, presa ontem (9/1/2007), nos EUA, por posse de dinheiro não declarado.
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Bordão de uma das fundadoras da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, presa ontem (9/1/2007), nos EUA, por posse de dinheiro não declarado.
empty-brain
o verão está aí, o gandhi se aproxima e eu pretendo entrar numa espiral de emburrecimento. algum engraçadinho dirá: "algum dia você já foi inteligente?"
não sei bem a resposta, mas o fato é que ando enfastiado demais, sem paciência para colóquios-cabeça.
a dieta é simples, mas, como não sou muito disciplinado, posso ter recaídas esporádicas.
começo me entupindo de Big Brother Brasil (já viram a morena dessa sétima edição?), mas, como o poço não tem fim, é possível que eu acabe num show da banda calypso - hum, fiquei muito estimulado pela nova propaganda da assolan.
pretendo assistir ao novo filme de renato aragão, chamar reinaldo azevedo de nematelminto, assinar a revista caras e acompanhar os jogos-treino do bahia.
enfim, é isso. ah, já larguei a leitura de umberto eco e estou paquerando a bruxa de portobello.
quem ainda estiver disposto a acompanhar o blog, prepare-se para os próximos momentos de sabedoria.
seja otimista, rapaz! yeah, yeah!
O novo hobby da crítica ranzinza é desancar Christopher Nolan, diretor de “Amnésia”, “Insônia” e do recente “O grande truque”. Gozado. Depois de encher a bola do cara, os críticos descobriram que ele é “tecnicista”. Os entendidos, claro, não deixaram de fora o Batman capitaneado por Nolan (“Batman Begins”), mas aqui o buraco é mais embaixo, porque o parâmetro de avaliação tem sido um outro cineasta. Estamos falando de Tim Burton e dos filmes sobre o homem morcego que ele dirigiu.
Toda crítica se constrói por analogia e nada é melhor do que um paradigma notável para desconstruir uma idéia. Na maioria dos casos, o método se revela correto (para rebater a teoria do design inteligente basta invocar Darwin). Em algumas situações, porém, esse procedimento não passa de pura forçação de barra.
É o caso de Nolan X Burton ou de Batman Begins X Batman – o filme. O crítico da Folha de SP, Paulo Santos Lima, acha que no filme de Burton “as coisas não parecem carregadas, nem mesmo o Coringa 'overacting' de Jack Nicholson”. Ah, tá. Já Nolan, “usa todos os recursos possíveis de produção para assim enfeitar a sua criação”.
É o que, cara-pálida? Será que nós assistimos aos mesmos filmes? Como eu disse, é legítimo recorrer à comparação para se defender uma idéia. Mas tudo tem limite. Tim Burton é inegavelmente um cineasta talentoso, mas não faz sentido recorrer a ele para criticar Christopher Nolan. São estilos diametralmente distintos e, especificamente na série Batman, o segundo foi muito mais feliz.
Acho “Batman – O retorno”, o outro homem morcego que Burton dirigiu, primoroso. Mas o primeiro Batman é literalmente bizarro, carnavalização pura, que Joel Schumacher levou ao paroxismo nos extravagantes “Batman Forever” e “Batman e Robin”. Nolan, felizmente, trouxe o personagem de volta à sobriedade.
Mas vá colocar isso na cabeça de um crítico de cinema. Para eles, fabular é muito mais interessante do que ser fidedigno. Em muitos casos de fato o é. Mas, porra, Batman já tem tanto de fantasia, pra que carregar nas tintas como fez Tim Burton?
E não se trata de propor assepsia. O próprio Burton conseguiu reunir fabulação e realismo em Batman – O retorno. Estão lá a Gotham decadente e corrupta, os vilões estilizados e os pingüins gigantes que habitam o subsolo da metrópole.
Acho que os dilemas do homem morcego são humanos demais para receber tratamento de vaudeville. Batman não é como o Superman, menininho superpoderoso. Talvez só um fã verdadeiro compreenda isso. Portanto, ave, Nolan! Batman, definitivamente, não é Willie Wonka.
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